lunes, 4 de enero de 2016

VEISALGIA

Tras toda la fanfarria,

viene una reseca,

y con ella una costosa cuenta.

Tras toda embriaguez,

de poder o dinero,

viene una veisalgia.

Y con ella una sedienta cuenta,

la pregunta es como y quien la pagará,

en cómodas cuotas sabatinas?

Tras aquellas fiestas libertinas?

sábado, 2 de enero de 2016

LOS ELEMENTOS

El agua, el fuego, el viento y la tierra, están fuera de orden.

Como diría Silvio Rodríguez, "Va a hacer falta un buen otoño, tras un verano tan largo".

Tras los veranillos de "almas" y "del niño", que se han convertido en días de calor seco,

sofocante, cegadora la luz al mediodía, reiniciando incendios forestales,

secando la tierra y paralizando el viento,

dejando ese bochorno estático que respiramos.

como queriendo jugar con nosotros cuando la amenaza del fenómeno del Niño en ciernes,

con un Oceano de calientas aguas , donde el día es una estría cruel,

guardada en una celosía.

Se oye la vagabunda confesión de la llovizna,

ir tomando fuerza hasta convertirse en un rugido de advertencia.

Pasa como en la vida. Como en el cuento de Pedro y el lobo.

Pasa cuando no oímos las advertencias. Me pasa y nos pasa con demasiada frecuencia,

que no reconocemos nuestro errores, que no metemos el hombro.

Que somos buenos para quejarnos y regulares para solidarizarnos.

Ojalá que la lluvia de este día,

sea el inicio de un invierno normal

y no de un "Niño" espeluznante.

viernes, 1 de enero de 2016

EL HOSPITAL METROPOLITANO; SUS MEDICOS Y EL CONSEJO DIRECTIVO

Ya en 1959, Vinicius de Moraes, poeta, diplomático y músico brasileño, escribió algo que podría

tener que ver con lo que está pasando en el Hospital Metrpolitano, en ese torbo divorcio entre los mé-

dicos que ahí laboran, con sus colegas, los otros trabajadores y el Consejo Directivo, en una lucha fu-

nesta, que, no lo digo por rebeldía, ni como altanero buscapleitos, sino como alguien que a sus 60

años, trata de analizar el complejo comportamiento humano con sensatez, va a traer situaciones en

las que muchos se perjudicarán y lo lamentarán impotentes en poco tiempo.

Este es un poema que cual parábola , trata de enseñarnos lo que se ve venir.

O OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO

Rio de Janeiro , 1959
E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
- Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
- Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

viernes, 25 de diciembre de 2015

MIS AMIGOS

El Chimborazo tiene un manto de nieve que refleja como espejo la luz del Sol. Y al reflejar el calor que de ella se emana, mantiene una temperatura que permite que los gigantescos glaciares no se calienten y resquebrajen, y evita asi el el desprendimiento de aluviones, deslaves, lodo, y la formación de grietas que vuelvan sus andares peligrosos y traicioneros. Esto podría pasar si cenizas vecinas se depositaran sobre su nítida cubierta. Polvos   sombríos proveniente del Cotopaxi y del Tungurahua, podrían ensombrecer y tornar obscuras esas nieves. El calor en vez de reflejarse se con-
centraria y sucederían los eventos antes mencionados.

Mis amigos son la brisa fresca que empuja lo sombrío y mantiene impoluta la masa brillante del nevado, y confiere la firmeza a la estructura del volcán que un día hizo delirar al libertador.

Mis amigos aseguran mi paso por la vida, y su alegría me alegra y su generosidad me enseña.



lunes, 21 de diciembre de 2015

SIN PERDON

La Liga, el equipo de fútbol, perdió ayer el campeonato, ante Emelec, jugando de local.

Eso es circunstancial, pasa. Se gana ,se pierde o se empata. Quedan en pasado los hechos

consumados. Que si no hubiésemos perdido tal partido, que si no hubiésemos empatado tal

otro.

Pero el hecho de no presentarse a recibir la presea de plarta, de no aceptar una derrota dando

la cara, de no felicitar al ganador, no tiene nombre. Al valor se lo mide en la derrota, no en la

victoria. Ese gesto que quedó como un estigma en el Boca de Bianchi contra el Once Caldas,

hace pocos años, devaluó al equipo y a su entrenador.

La Liga debería dar la cara y pedir publicas disculpas. Caso contrario, es signo de falta de

valor. De dignidad. Volveremos? Con que cara.


viernes, 18 de diciembre de 2015

EL PRINCIPE

Cuando nació mi primer hijo, yo estaba releyendo las"Historias de Famas y Cronopios" de  Julio

Cortázar. Ahí hablan de un personaje en la educación de principe, cuento que enseguida transcribiré, y

por eso le puse de sobrenombre el "príncipe". No porque yo me considerase un rey, ni a mi hijo un

, príncipe, ni por "El principito" de Antoine de Saint Exuperi , mucho menos por el "príncipe"

Zubeldía, cuya reputación cuelga de un hilo para los fanáticos de la Liga. La razón es simplemente

el cuento que viene a continuación:



Educación de príncipe

Los cronopios no tienen casi nunca hijos, pero si los tienen, pierden la cabeza y ocurren cosas extraordinarias. Por

ejemplo, un cronopio tiene un hijo, y en seguida lo invade la maravilla y está seguro de que su hijo es el pararrayos de

la hermosura y que por sus venas corre la química completa con aquí y allá istas llenas de bellas artes y poesía y

urbanismo. Entonces este cronopio no puede ver a su hijo sin inclinarse profundamente ante él y decirle palabras de

respetuoso homenaje.

El hijo, como es natural, lo odia minuciosamente. Cuando entra en la edad escolar, su padre lo inscribe en primero

inferior y el niño está contento entre otros pequeños cronopios, famas y esperanzas. Pero se va desmejorando a medida que

se acerca el mediodía, porque sabe que a la salida lo estará esperando su padre, quién al verlo levantará las manos y dirá

diversas cosas, a saber:

-Buenas salenas cronopio cronopio, el más bueno y más crecido y más arrebolado, el más prolijo y más respetuoso y más

aplicado de los hijos!

Con lo cual los famas y las esperanzas junior se retuercen de la risa en el cordón de la vereda, y el pequeño cronopio

odia empecinadamente a su padre y acabará por hacerle una mala jugada entre la primera comunión y el servicio militar.

Pero los cronopios no sufren demasiado con eso, porque tambien ellos odiaban a sus padres, y hasta parecería que ese odio

es otro nombre de la libertad o del vasto mundo.

LA BOMBA

Después de que seis de agosto de 1945, la bomba atómica, arrasando Hiroshima (¿Antes o después del juicio de Nuremberg?), fue tan grande el horror destructivo del arma, que todo el mundo, entró en
pánico y paranoia. En los estados unidos la gente corría a los bunkers improvisados ante los simulacros. Sonaba una sirena, y la humanidad se metía por donde podía, para protegerse. Esto al lado del también horrible bombardeo de Londres por los Nazis, era aún peor. Devastador.

En el bus escolar , cuando yo de niño viajaba a la escuela Espejo. El bus era un emporio de leyendas urbanas , creación de mitologías infantiles de alto colorido por la fértil imaginación de la inocencia.

Se hablaba de la Bomba H, 50 veces más potente que la primera.

Después de la bomba de "neutrones" que mataba selectivamente seres humanos, dejando las
edificaciones y carreteras intactas. Nunca pregunté que pasaría con los animales y vegetales. Hubiesen surgido más de cincuenta teorías.(Disculpará la ortografía, doña Susanita).

Cuando Argentina y sus sicarios uniformados y esquizofrénicos, "Los robachicos" se metieron
a la descabellada aventura de hacer una usina nuclear por Bariloche. Los milicos brasileños respondieron haciendo la represa de Itaupu, entre Paraguay y Argentina hicieron la mayor hidroeléctrica del mundo. Si se abrían de golpe las diez y ocho compuertas al mismo tiempo, Buenos Aires estaría bajo el agua. Era "La Bomba Hídrica".

Después de la sabatina del sábado pasado, en que Correa se autoalabó, hablado de que gracias a sus
obscuros malabares, ha conseguido al fío, a cambio de ??? (pero no es gratis, no señor) , para ver
si alcanza para pagar los sueldos nos ha permitido graciosamente pasar este Diciembre bailando.

En seguida pensé "Este hombre nos va hacer bailar  la bomba, si la del Chota."